SEMPRE TUNO
Real Extudantina dos Açores



Tunos (2007-2017)

Alex Lourenço (Guitarra)

Alexandre Rodrigues (Pandeireta)

André Couto (Porta-estandarte)

Bruno Bettencourt (Viola da Terra)

Celso Mendonça (Bandolim)

Cláudio Oliveira (Acordeão)

Dénio Álamo (Guitarra)

Diogo Gonçalves (Guitarra)

Emanuel Pires (Pandeireta, Percussão)

Emílio Leal (Bandolim, Bouzouki)

Fábio Matos (Bandolim)

Fernando Sousa (Guitarra)

Filipe Soares (Guitarra)

Hélder Lourenço (Cavaquinho, Saxofone)

Hugo Simão (Porta-estandarte, Pandeireta)

Isaac Ourique (Porta-estandarte, Cavaquinho)

João Silva (Porta-estandarte)

John Branco (Voz)

Lourenço Fagundes (Cavaquinho)

Luís Carneiro (Guitarra)

Luís Teixeira (Bombo, Timbalão)

Márolo Silva (Acordeão)

Miguel Borges (Guitarra, Percussão)

Paulo Gomes (Bandolim)

Paulo Pimentel (Guitarra)

Paulo Silveira (Bandolim)

Pedro Machado (Flauta transversal, Bandolim)

Pedro Pavão (Guitarra)

Ricardo Mourão (Guitarra)

Ricardo Dutra (Pandeireta, Percussões)

Rodrigo Ourique (Clarinete)

Sandro Veiga (Guitarra)

Sérgio Caldeira (Contrabaixo)

Palmarés 2007- 2017 (Festivais a concurso)

- 2010 -

X FESTA
Festival Internacional de Tunas do Atlântico (Funchal)
- 2ª Melhor Tuna
- Melhor Porta-Estandarte


I Noites de Bruma
Festival de Tunas Mistas & Masculinas (Angra do Heroísmo)
- Melhor Tuna
- Melhor Original
- Melhor Solista
- Melhor Estandarte
- Melhor Instrumental
- Melhor Serenata

- 2012 -

 XII FITAs
Festival Internacional de Tunas Académicas em Castelo Branco (Castelo Branco)
- Melhor Tuna
- Melhor Pasacalles
- Melhor Serenata
- Melhor Instrumental
- Tuna Mais Tuna

- 2013 -

X Terras de Cante
Festival Internacional de Tunas Universitárias da Cidade de Beja (Beja)
- Melhor Tuna
-
Melhor Pasacalles
- Melhor Instrumental

- 2014 -

X Ciclone
Festival de Tunas Cidade de Angra do Heroísmo (Angra do Heroísmo)
- Melhor Tuna
- Tuna do Público
- Melhor Instrumental

- Melhor Solista
- Melhor Original

XV El Açor
Festival Internacional de Tunas (Ponta Delgada)
- Melhor Tuna
- Melhor Instrumental

- 2015 -

XIII FESTUBI
Festival de Tunas da Universidade da Beira Interior (Covilhã)
- Melhor Tuna
- Menção honrosa pelos arranjos vocais
- Melhor original
- Melhor instrumental
- Melhor Pasacalles

- 2016 -

XVII El Açor
Festival Internacional de Tunas (Ponta Delgada)
- 3ª Melhor Tuna
- Melhor Instrumental
- Melhor Estandarte
- Melhor Original

XIV Festa Ibérica
Festival Internacional de Tunas Universitárias de Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real)
- Melhor Tuna
- Melhor Instrumental

Historial

A RExA - Real Extudantina dos Açores nasceu na noite do Samhain (31 de Outubro) de 2007, quando 5 antigos Tunos se reuniram em redor de uma vontade antiga: formar uma tuna de antigos tunos.

Desde aquela noite mística, e durante um ano, antigos membros de Tunas Universitárias, representando as mais diversas academias de Portugal, juntaram-se de forma a ser cumprido o objectivo inicial, surgindo assim as primeiras composições musicais que constituem o reportório da RExA. Sob o lema “Uma vez Tuno, para sempre Tuno”, a paixão pela música, pela amizade e pela vida, assim como a partilha de diversas experiências e vivências lideraram a vontade de todos os elementos da então formada Real Extudantina dos Açores.Todos estes factores permitiram que no dia 24 de Janeiro de 2009, o Auditório do Ramo Grande na Praia da Vitória acolhesse os primeiros acordes públicos da Real Extudantina dos Açores - "Quandum Tunae, Semper Tunae".

Nessa “I Gala da Real Extudantina dos Açores” estiveram presentes todas as tunas académicas da ilha Terceira. Como parte integrante do espectáculo, aconteceu ainda uma homenagem a músicos naturais da Praia da Vitória. No decorrer de 2009 a RExA actuou um pouco por toda a ilha Terceira, incluindo as Festas Sanjoaninas, Festas da Praia e os festivais de tunas que aconteceram na ilha (extra-concurso).

O ano de 2010 foi novamente pautado por diversas actuações. A RExA organizou a sua II Gala, no Auditório do Ramo Grande, homenageando, no decorrer da mesma, o músico e compositor Luís Gil Bettencourt. Em Outubro desse ano deslocou-se ao Funchal, ilha da Madeira, para participar no X FESTA – Festival Internacional de Tunas do Atlântico, actuando ao lado de conceituadas tunas portuguesas e espanholas. No mês seguinte participou, a concurso, no festival Noites de Bruma que decorreu no Teatro Angrense, na ilha Terceira.

Em 2011, a RExA, levou a efeito a sua III Gala. Nesta edição coube a homenagem à intérprete e compositora Susana Coelho. Uma vez mais, participaram tunas académicas da ilha Terceira que em boa hora se associaram ao evento.

Em 2012, a RExA deslocou-se a Castelo Branco a convite da organização do XIII FITAs - Festival Internacional de Tunas Académicas em Castelo Branco. A partir desse ano, a participação da RExA a concurso em festivais internacionais, em representação da ilha Terceira e dos Açores, tornou-se anual.

Em 2013 participa no X “Terras de Cante” – Festival Internacional de Tunas Universitárias da Cidade de Beja e no ano seguinte (2014) no XV “El Açor” – Festival Internacional de Tunas em Ponta Delgada, assim como no X “Ciclone” – Festival de Tunas Cidade de Angra do Heroísmo, em Angra do Heroísmo.

Em 2015 apresenta-se na Covilhã, no XIII FESTUBI - Festival de Tunas da Universidade da Beira Interior e em 2016 no XVII “El Açor” – Festival Internacional de Tunas em Ponta Delgada e no XIV Festa Ibérica - Festival Internacional de Tunas Universitárias de Trás-os-Montes e Alto Douro na cidade de Vila Real.

A Festa da Vida

Que venha o sol, o vinho, as flores,
Marés canções, todas as cores,
Guerras esquecidas por amores…
Que venham já trazendo abraços,
Vistam sorrisos de palhaços,
Esqueçam tristezas e cansaços!

Que tragam todos os festejos,
E ninguém se esqueça de beijos,
Que tragam prendas de alegria
E a festa dure até ser dia!

Que não se privem nas despesas,
Afastem todas as tristezas,
Pão vinho e rosas sobre as mesas…
Que tragam cobertores ou mantas,
O vinho escorra pelas gargantas
E a festa dure até às tantas!

Que venham todos de vontade,
Sem se lembrarem de saudade,
Venham os novos e os velhos,
Mas que nenhum me dê conselhos


(José Calvário/José Niza/Real Extudantina dos Açores)

Sempre Tuno (hino)

O tempo enfim chegou,
Vem a hora da saudade,
O curso terminou:
Adeus universidade!

Trago a música no peito,
Longas noites ao luar,
Com sorriso satisfeito,
Para sempre eu vou lembrar!

Cai a noite,
Saem os tunos para a rua,
Capas traçadas
E boémia com fartura!
Cantigas no ar
Para as moças encantar,
E conquistar,
É a Real Extudantina
A chegar! 

Cantamos com altivez,
Acordes sem medida!
Se és tuno uma vez,
Serás tuno toda a vida!

Viva a nossa alegria
E a musica a transbordar!
Vivemos cada dia, 
Com vontade de cantar!


(Pedro Machado/Ricardo Mourão/Bruno Bettencourt)

És tu

Vem,
Olha p’ra mim,
De frente!
Agora sei,
Contigo é diferente!

A teus olhos, com ardor,
Vou pôr minha alma a nu,
Dizer-te que o meu amor
És tu!

Agora sabes!
Meu coração,
Bate diferente,
Aguenta a minha paixão!

Sentir que existe uma flor,
A brotar assim! (és tu!)
Pensar que o teu autor,
Te fez para mim! (és tu!)
Cantar vestido de cor,
Como um Arlequim! (és tu!)
Saber que este nosso amor,
Jamais terá fim! (és tu!)

Vem,
Diz-me a mim,
Que sentes?
Porque não sei,
Se p’ra ti é diferente!

A meus olhos, com fervor,
Vem pôr tua alma a nu,
E diz-me: O meu amor,
És tu!

Agora sabes!
Meu coração,
Bate diferente,
Aguenta a nossa paixão!


(Ricardo Mourão/Pedro Machado/Bruno Bettencourt)

Foram Cardos, Foram prosas

Há luz sem lume aceso,
Mas sem amar o calor,
À flor de um fogo preso,
À luz do meu claro amor!

Há madressilvas aos pés
E águas lavam o rosto,
A morte é uma maré
Olho o teu amado rosto....

Será sempre a subir
Ao cimo de ti,
Só para te sentir!
Será do alto de mim,
Que um corpo só,
Exalta o seu fim!

Não foram poemas nem rosas
Que colheste do meu colo,
Foram cardos, foram prosas
Arrancados ao meu solo!
  
Porque ainda me queres,
O amor que ainda fazemos,
Dá-me um sinal se puderes!
Sejamos amantes supremos!


(Ricardo Camacho/Miguel Esteves Cardoso/Real Extudantina dos Açores)

Canção para José da Lata

Livre como um potro na luzerna,
De erva enfeitou os seus cabelos,
Fez da vida inteira um barco a remos,
com ternura nos artelhos!


De charamba e bravos pelo ombro,
cantou, com o peito, a ilha nua.
Fez com que o sol namorasse a lua.
Deste povo, foi assombro.

Da sua alegria fez viola,
Que tocou no adro da tristeza,
Da sua poesia, a camisola
Que serviu à nossa mesa.

Foi sorriso aberto,
Mar e flor,
Campo de erva fresca,
Bailador!
Foi pastor de estrelas,
Pão de bodo;
Foi poeta-ilha,
Voz do povo!

Namorou a ilha à maré-cheia,
Deu-lhe um ramo ardente de boninas
Nossa dor bailou, em sapateia,
De galochas pequeninas.

Andou nas touradas e brianças,
Bailou nos terreiros (que maravilha!).
Foi mestre da vida e das danças,
Zé da Lata é esta ilha!



(Carlos Alberto Moniz/Álamo De Oliveira/Real Extudantina dos Açores)

Olhos Pretos

Os teus olhos, são brilhantes
Semelhantes,
Aos luzeiros que o céu tem!
Ai os teus olhos, eu preferi

E nunca vi,
De cor mais linda em ninguém...

Ai que linda troca de olhos,
'Inda agora vi aqui!
Trocaram-se uns olhos pretos,
Por uns azuis, que eu bem vi!


(Tradicional/Real Extudantina dos Açores)

O Beijo

Quero ter o teu olhar
A dizer-me para cantar
P’ra ti, com emoção...
Melodia de embalar
Que o meu amor faz-me vibrar
Assim, é a paixão!
E basta esse olhar
Para eu te dar:

Esta canção
Que faz de mim
Um trovador
Em frenesim,
É a paixão
Que não tem fim,
Doce ilusão
Dentro de mim!
Canção de amor
Sei que está vista,
Não te menti
Sou fraco artista!
Sabes que gosto muito de ti
Não és apenas mais uma conquista!

Uma coisa vou pedir
Mas é demais para caber
Assim, numa canção!
Eu não estou a conseguir
Outra palavra p’ra dizer,
Que grande confusão!
Já estou a transpirar
E a música a acabar!

Não sabes como é difícil
Ser-se apenas mais um conhecido,
Não faz sentido!
Quero dar-te algo mais e saber
Que vou estar sempre contigo,
Não estou perdido!
Quero roubar-te um beijo!


(Ricardo Mourão/Pedro Machado/Bruno Bettencourt)

Fado da Despedida

Quando ouvires cantar o fado,
Vai bater teu coração,
Recordarás teu passado,
Em cada letra desta canção...

Virá, um dia, ao teu olhar...
Virá, a saudade
Por esta cidade,
Ter de deixar!

Esses tempos de estudante
Que em teu peito vais guardar,
De que serás sempre amante
E com saudade vais recordar...

(Ricardo Mourão/Real Extudantina dos Açores)